9 epifanias que viraram o meu mundo de cabeça para baixo

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Por: David, Raptitude (http://www.themindunleashed.org/2013/11/9-mind-bending-epiphanies-that-turned.html)

Ao longo dos anos eu aprendi uma dezena de pequenos truques e ideias para tornar a vida mais gratificante. Eles se somaram de forma a gerar uma melhora significativa na facilidade e qualidade da minha vida diária. Mas as grandes descobertas vieram de um punhado de ideias que abalaram completamente meu mundo e redefiniu minha realidade para sempre.

O mundo agora parece ser completamente diferente do mundo que vivi em cerca de dez anos atrás, quando eu comecei a observar os mecanismos de qualidade de vida. Não foi o mundo (e as pessoas que vivem nele) que mudou, foi a forma como eu penso sobre ele.

Talvez você teve alguns dos mesmos insights. Ou talvez você está prestes a fazê-lo.

1. Você não é sua mente

A primeira vez que eu ouvi alguém dizer isso, eu não gostei nem um pouco de como soou. O que mais eu poderia ser? Eu tinha dado como certo que aquela conversação dentro de minha cabeça era o “eu” central onde todas as experiências de minha vida estariam acontecendo. Eu vejo agora, bem claramente, que a vida nada mais é que experiências passadas, e meus pensamentos são apenas mais uma categorias de coisas que eu experimento. Pensamentos não são mais fundamentais do que cheiros, imagens e sons. Como qualquer experiência, eles surgem em minha consciência, eles tem uma certa textura, e depois dão lugar a outra coisa. Se você puder observar seus pensamentos da mesma forma como observa outros objetos, quem estará fazendo a observação? Não responda de imediato. Esta questão, e sua resposta indizível, estão no centro de todas as grandes religiões e tradições espirituais.

2. A vida se desdobra apenas em momentos

É claro! Esta foi a coisa mais importante que já aprendi em toda minha vida. Ninguém jamais experimentou qualquer coisa que não fosse parte do desdobramento de um momento único. Isto significa que o único desafio da vida é lidar com o momento singular que você está tendo exatamente agora. Antes de eu reconhecer isto, eu tentava constantemente resolver toda minha vida – batalhando problemas que não estavam de fato acontecendo. Qualquer um pode resolver lidar com um único, presente momento, contanto que estejam totalmente cientes de que este é seu único ponto de contato com a vida, e portanto não há mais nada que se possa fazer que seja de alguma utilidade. Ninguém pode lidar com o passado ou o futuro, ambos existem somente como pensamentos, no presente. Mas podemos nos matar tentando.

3. Qualidade de vida é determinada por como você lida com seus momentos, e não por quais momentos aconteceram ou deixaram de acontecer

Agora eu considero esta verdade como sendo o básico da felicidade, mas ainda é fascinante o quão tentador é tentar agarrar o controle de toda circunstância para se certificar de que conseguirei exatamente o que eu quero. Encontrar uma situação indesejável e trabalhá-la com boa vontade é a marca de uma pessoa sábia e feliz. Imagine ter um pneu furado, se adoentar em um período ruim, ou esbarrar em alguma coisa e quebrá-la – e não sofrer nada com isso. Não há o que temer se concordar consigo mesmo a lidar de bom grado com a adversidade sempre que ela aparecer. Essa é a forma de tornar a vida melhor. O método tradicional, abaixo da média, é esperar que você eventualmente acumule poder sobre as circunstâncias de forma que consiga o que quer mais frequentemente. Uma excelente frase da música Modest Mouse, celebra o efeito colateral da sabedoria: A vida vai passando, e o terrível vai ficando mais suave.

4. A maior parte da vida é imaginária

Os seres humanos tem o hábito de pensamento compulsivo que é tão profundo que perdemos de vista o fato de que estamos quase sempre pensando. Na maior parte do tempo nós não interagimos com o mundo em si, mas com as nossas crenças sobre ele, nossas expectativas sobre ele, e nossos interesses pessoais nele. Temos uma grande dificuldade em observar algo sem confundi-lo com os pensamentos que temos sobre ele, e assim a maior parte do que nós experimentamos na vida é de coisas imaginárias. Como Mark Twain disse: “Eu já passei por coisas terríveis em minha vida, algumas das quais realmente aconteceu.” O melhor tratamento que eu encontrei? Cultivar a atenção plena.

5. Os seres humanos evoluíram para sofrer, e somos melhores em sofrer do que qualquer outra coisa

Caramba! Isso não soa como uma descoberta muito libertadora. Eu costumava acreditar que se eu estava sofrendo, isso significava que algo estava errado comigo – que eu estava vivendo a vida de forma “errada”. Sofrer é completamente humano e completamente normal, e existe uma razão muito boa para sua existência. O zumbido persistente da vida que diz “isto não está muito bom, eu preciso melhorar isto”, associado a flashes intensos de horror ocasionais e adrenalina são o que tem mantido os serem humanos vivos por milhões de anos. Este desejo de mudar ou fugir do momento presente conduz quase todo o nosso comportamento. É um mecanismo simples e implacável que funcionou excepcionalmente bem em nos manter vivo, porém tem um terrível efeito colateral: os seres humanos sofrem muito pela sua própria natureza. Isso, para mim, redefiniu cada um dos problemas da vida assim como cada ramificação da condição humana. Por mais triste que pareça, essa percepção é libertadora porque significa: 1) que sofrimento não necessariamente significa que minha vida está errada, 2) que a bola está sempre do meu lado da quadra, de modo que o grau de meu sofrimento depende somente de mim, e 3) que todos todos os problemas tem a mesma causa e a mesma solução.

6. Emoções existem para nos inclinar para certos comportamentos

Essa descoberta mudou completamente meu velho entendimento das emoções. Eu costumava pensar que emoções eram indicadores confiáveis do estado da minha vida – se eu estava no caminho certo ou não. Seus estados emocionais passageiros não podem ser confiáveis para medir sua auto-estima ou sua posição na vida, mas eles são ótimos para ensinar-lhe do que você não pode abrir mão. O problema é que emoções nos tornam tendenciosos e mais fortes ao mesmo tempo. Outro mecanismo de sobrevivência com efeitos colaterais desagradáveis.

7. Todas as pessoas operam a partir dos mesmos dois motivos: para satisfazer os seus desejos e escapar do sofrimento

Aprender isto me permitiu finalmente entender como as pessoas podem machucar umas às outras tão seriamente. A melhor explicação que eu tinha disso antes era de que algumas pessoas simplesmente são más. Não importa que tipo de comportamento as pessoas demonstram, elas estão agindo da forma mais eficaz de que são capazes (naquele momento) para satisfazer um desejo ou para aliviarem seu sofrimento. Estes são motivos que todos nós podemos entender; nós variamos somente em método, e os métodos que cada um de nós temos a nossa disposição depende de nossa educação e nossas experiências de vida, bem como nosso estado de consciência. Alguns métodos são habilidosos e úteis para alguns, e outros são inábeis e destrutivos, e quase todo comportamento destrutivo é inconsciente. Então não existe bom e mau, somente esperto e burro (ou sábio e tolo). Entender isso sacudiu completamente minhas antigas noções de moralidade e justiça.

8. Crenças não são nada do que se orgulhar

Acreditar em algo não é uma conquista, realização ou feito. Eu cresci achando que crenças são algo para se orgulhar, mas elas não são nada além de opiniões que alguém recusa a reconsiderar. Crenças são fáceis. Quanto mais forte são suas crenças, menos você está aberto ao crescimento e sabedoria,  porque “a força da crença” é apenas a intensidade com que você resiste a questionar-se. Assim que você sente orgulho de uma crença, assim que você acha que isso acrescenta algo à sua pessoa, então você a tornou parte de seu ego. Quando você ouvir qualquer conservador “duro na queda” ou liberal falar sobre suas convicções profundas, você está ouvindo alguém que nunca vai escutar qualquer palavra que você diga ou se importar com qualquer coisa – a não ser que eles acreditem no mesmo que você. É gratificante falar com convicção, é gratificante que as pessoas concordem com você, e esta onda é o que os “duros na queda” buscam. Onde quer que haja uma crença, há também uma porta fechada. Pegue as crenças que lhe falam mais alto, seja humilde, e honestamente nunca tenha medo de abrir mão delas.

9. Objetividade é subjetiva

A vida é uma experiência subjetiva e disso não se pode fugir. Cada experiência que eu tenho vem através do meu próprio ponto de vista, pessoal, impartilhável. Não pode haver qualquer análise exterior da minha experiência direta, nenhuma corroboração real. Isto tem implicações importante sobre como eu vivo minha vida. A mais imediata é que eu percebo que eu devo confiar em minha própria experiência pessoal , porque ninguém mais tem esse ângulo, e somente EU tenho esse ângulo. Outro é que eu sinto mais admiração pelo mundo ao redor de mim, sabendo que qualquer entendimento “objetivo” que eu clamo ter do mundo é construído inteiramente do zero, por mim. O que eu faço depende dos livros que li, das pessoas que encontrei, e das experiências que tive. Isso significa que nunca irei ver o mundo da mesma forma que qualquer outra pessoa, que significa que nunca irei viver exatamente no mesmo mundo de qualquer outra pessoa – e portanto eu não devo deixar observadores exteriores serem autoridade no que eu sou, ou no que a vida é realmente pra mim. Subjetividade é experiência primaria – é vida real, e objetividade é algo que cada um de nós construímos em nossa mente, privadamente, a fim de explicar tudo. Esta verdade tem implicações de despedaçar mundos no que tange religião e ciência daqueles que a entendem.

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